Considerações históricas
A profissão de notário é uma das mais antigas do mundo, tendo se ajustado, como as demais, às diferentes necessidades de cada momento histórico. A necessidade de relatar oficialmente e registrar os acontecimentos é verificada desde o início das civilizações, sendo por isso que desde o século XV, nas navegações que resultaram no descobrimento da América, a presença do tabelião era uma constante, o qual, sempre de posse de um diário de bordo, registrava as novas terras descobertas, as mercadorias e fretes, incubindo-lhe ainda a função de autorizar a entrada e saída de mercadorias, adquirindo as provisões quando necessário (SALLES, 1974, p.07).
 
Na sociedade egípcia as terras pertenciam ao Faraó, considerado um verdadeiro Deus, que desempenhava as funções de chefe militar, magistrado supremo e comandante único do Estado, o qual controlava todas as atividades econômicas, regulamentando o comércio, recolhendo taxas e impostos e responsabilizando-se pela organização das obras públicas e do trabalho coletivo (SIQUEIRA, 2000, p.51).
 
Nesse contexto, os escribas, hoje denominados tabeliães ou notários, faziam parte da alta cúpula do poder central, funcionando como seus verdadeiros representantes. Possuíam o conhecimento da escrita e da contabilidade, registrando as arrecadações e os impostos. Por serem pessoas da confiança do Faraó, viviam nos palácios reais, onde registravam os atos de conquistas, derrotas, colheitas, acordos políticos, enfim, o escriba era o encarregado de redigir os atos jurídicos para o monarca, bem como de todos os instrumentos particulares daquela sociedade. Recebia educação especial e gozava de grande prestígio. Não era, contudo, detentor de fé pública, havendo, portanto, necessidade da homologação por uma autoridade superior, dos documentos por ele redigidos (BRANDELLI, 1998, p. 26-27).
 
Na Grécia, a função era exercida por oficiais públicos denominados mnemons de reconhecida importância. Esses funcionários assemelhavam-se aos notários, conforme se deduz da análise etmológica da palavra mnemons (pessoas encarregadas de dar aos contratos seu testemunho qualificado).
 
O povo romano que, a princípio, dispensava o documento escrito, confiando na palavra do cidadão, também sentiu a necessidade de registrar e guardar os atos originados da palavra.
 
Surgiram então os notarii, os argentarii, os tabularii e os tabelliones. Os notarii assemelhavam-se ao moderno taquígrafo e usavam em suas anotações iniciais das palavras e abreviaturas. Como herança, deixaram apenas, o nome atual da categoria: notários (BRANDELLI, 1998, p. 29).
 
Os argentarii, com função semelhante ao banqueiro, providenciavam os empréstimos de dinheiro, bem como elaboravam e redigiam o contrato entre as partes, registrando-o em livro próprio. 
 
Os tabularii eram empregados fiscais, competindo-lhes a direção do censo, a escrituração e guarda de registros imobiliários, o registro dos nascimentos, os inventários das coisas públicas e privadas, entre outras atribuições.
 
Os tabelliones romanos, na verdade, foram os precursores do notário moderno, pois a eles competiam, a pedido dos interessados, lavrar contratos e testamentos, assessorando as partes e conservando os documentos redigidos.
 
A transformação da atividade notarial em profissão regulamentada deve-se a Justiniano I, Imperador Bizantino, unificador do Império Romano Cristão. A partir de Leão VI exigiu-se do notário, além de qualidades de homem probo e perito na “arte de dizer e escrever”, o conhecimento do direito e das regras estabelecidas pelos manuais (BRANDELLI, 1998, p. 29).
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